O medo nos impede de arriscarmos mais, de enfrentarmos mais, de buscarmos mais, de sermos quem somos. O medo é uma forma que a nossa mente tem de nos proteger, e isso é ótimo... Mas, se não souber controlar o medo na sua vida, acabara deixando os outros viverem por você, e não terá o prazer de saber quem você seria se não tivesse tanto medo de fracassar ou de ser julgado. Estamos sempre nos policiando a fazer o melhor para não fracassar, mas, o melhor para quem? Buscamos nos adaptar a sociedade politicamente correta da melhor forma possível, pois tememos não ser aceitos e bem vistos. Quem tem medo não realiza sonhos. Quem deixa o barquinho da vida ser conduzido pelo padrão, está disposto a não viver. Por que ter tanto medo de ir contra a correnteza? Com certeza é mais fácil conduzir o barco no mesmo sentindo que está o fluxo da água, mas, e se ao final desse fluxo tiver uma imensa ribanceira? Não teria sido melhor ter gastado suas forças físicas e mentais para ter se livrado desse fim trágico? Não espera chegar próximo ao fim para decidir tomar uma atitude... Às vezes, é tarde demais. Daí você se dá conta de que não viveu da sua maneira porque teve medo de agir contra o fluxo, não acreditou em si mesmo, teve medo de fracassar e ser julgado. Acredito que não há nada mais inútil do que carregar dois remos e não os usar para decidir seu destino. Além disso, é completamente insano deixar que a correnteza se encarregue da sua trajetória. Quem é capaz de afirmar qual o melhor caminho para você? Ninguém é apto a discutir com a felicidade individual. Só você sabe o que enche o seu peito de alegria, ninguém mais. Mas uma coisa é certa, o caminho que não exige seu esforço e dedicação só serve para consumir sua vida na bolha do comodismo. E sabe de uma coisa... Fracasso mesmo é querer ser aceito por alguém. Se você se aceitou, não precisa que ninguém o aceite. A questão não é viver para fazer o melhor, e sim, ser o seu melhor. Viver na sua melhor versão. Enquanto perde o tempo querendo ser bem visto, bem quisto, você mesmo não se enxerga, não se reconhece, não se sente bem na própria companhia. O tempo que perde querendo acreditar que está fazendo o certo em não usar os remos, futuramente, poderá ser sua história triste contada para os seus netos, de como deveria ter feito diferente. Você tem o dia de hoje nas suas mãos, suas ações podem mudar o destino do seu barco. Acredite mais em você. Você não precisa da aprovação de ninguém, do apoio de ninguém, é você com você mesmo, sempre foi assim. E se der errado, tenta de novo até dar certo. Mas, nada vai mudar se você não estiver disposto a dar o máximo de si, e mostrar a correnteza que o que leva a todos a um único sentido nunca poderá ser o melhor caminho. Desconfie do que parece ser o mais fácil, o mais fácil sempre trouxe grandes problemas. É só ilusão, sabe? Aquele momento em que você quer acreditar que o barco vai tocar o seu destino no melhor caminho, sem que você se preocupe demais... Essa história de sorte não existe, na verdade, isso também é fracasso. Viver é uma tarefa difícil, mas viver somente para agradar outras pessoas é tortura. Se o caminho que escolher trouxer felicidade para alguém além de si mesmo, ótimo! Mas, não permita o contrário. Vale ressaltar que não só o medo em exagero é prejudicial, mas tudo demais acaba sendo prejudicial, até o amor. Então, se poupe. Não tema agir, não tema fracassar, tema não viver. Tema reprimir seus sonhos e ofuscar sua vida. Pega os remos e decida para onde quer ir, o medo sempre estará presente, porém, quem decidirá se ele irá impedir você de viver, é você. Use o que você tem a seu favor. Conte aos seus netos de como foi feliz por ser sido quem você é. E quer saber? O fracasso não existe para quem encara a vida sem dar a mínima para os julgamentos. Seja livre e seja feliz.
segunda-feira, 20 de julho de 2020
terça-feira, 7 de julho de 2020
LIBERDADE DE EXPRESSÃO?
A liberdade de expressão foi uma grande conquista após o fim da ditadura militar em 1985. Um período de política em que se praticava vários atos inconstitucionais executando a censura, a ausência da democracia e a punição a todos aqueles que eram contra o regime militar. Vale citar que antes da constituição de 1988 o Brasil era regido pela ditadura militar. Um período onde a população vivia a disposição das vontades inconstitucionais do governo, dentre essas imposições, houve a censura dos meios de comunicações, tais como: jornais, rádios, televisão, entre outros. Todos ficavam sob comando do governo que decidia quais informações essas fontes poderiam repassar a população para que a população confiasse que estava tudo na mais perfeita ordem. O governo obrigava os meios de comunicação a substituir notas dos acontecimentos desumanos por receitas ou poesias. No entanto, depois que uma primeira tentativa para impor limites no regime militar falhou, com a ampla participação popular em 1988 foi criado a constituição federal com intuito de dar um basta nos abusos militares e a suspensão dos direitos constitucionais que aterrorizava a população brasileira. Os direitos humanos foram notórios, e sua importância ficou decretada na constituição federal de 1988 celebrado na parte direitos e garantias fundamentais. Enfim, hoje podemos observar que não há mais censuras contra opiniões, posicionamentos, acesso a informações, repasse de informações, ou pelo menos, não deveria haver. Analisando o art. 5º IX CF que diz: “É livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença.” Logo, pensamos que é permitido nos expressar sem limites, porém, na prática não é bem assim que funciona, e nós já sabemos disso. Eu digo que a liberdade de expressão tem dois problemas, o primeiro é: Até que ponto vai a sua liberdade de expressão sem que cometa um crime? Exemplo: Injúria, calúnia ou difamação. Porque a mesma liberdade que você possui o outro também possui, e pode ser levado a diante de forma judicial. Mas, até esse primeiro ponto basta lembrarmos que o limite é o espaço do outro. O outro ponto, e mais crucial é: Temos liberdade de expressão, mas não sabemos nos expressar. Atualmente, lidamos com o regime de governo presidencialismo no Brasil, adotamos o Estado democrático de direito, cujo poder soberano não pertence ao povo. Ora! Como um povo poderá exercer poder soberano e reivindicar seus direitos se não sabem um terço sobre política ou qualquer questão relacionada a governo? Uma liberdade que restringe e manipula todo o sistema educacional a ponto de, atualmente existirem milhões de analfabetos. Pesquisas do IBGE revelam que a taxa de analfabetismo no Brasil chega a 11,5 milhões de pessoas, e só para acrescentar, um a cada quatro brasileiros não têm acesso a internet no Brasil. Estamos cada vez mais distantes de sermos completamente livres em nossa expressão (se é que existe isso) ou no mínimo de exercer nosso poder soberano. A educação escassa e robotizada nos afasta da leitura, da compreensão, da política, da participação, do debate, das reinvindicações, dos protestos, do poder soberano. Algo que se fazia no regime da ditadura militar era manipular a população, sem respeito por qualquer lei, impedindo a população de expor suas opiniões para que não houvesse interferência no comando. Hoje, percebo que há uma certa cautela para com as leis vigentes, todavia, não existe respeito de fato. De um jeito mais pomposo e sofista o governo que rege atualmente tende a nos direcionar da maneira que acharem mais vantajoso. Manifestantes são repudiados. As notícias que expõe o governo são suspensas das redes sociais justificadas como “Fake News”. Quanto menos interferência, melhor. Analisando toda a população brasileira, algumas poucas pessoas estão fazendo jus a liberdade de expressão, mas a outra parte, a maioria, não sabem nem que estão sendo conduzidas ao cárcere privado de opinião. Concluímos que, ainda há muito o que se conquistar, há muito o que se pleitear. Mas, antes precisamos nos despertar do sistema, que está freneticamente nos impulsionando para irmos junto a correnteza, a massa. Dessa forma, ainda vivemos em uma ditadura refinada, menos incisiva. O sistema quer fluir a qualquer custo. Não deixe que lhes convençam que você deve ser oprimido. Vá contra a massa, nade contra a correnteza, e faça jus a sua liberdade de expressão.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2020-04
sábado, 4 de julho de 2020
ONDE ESTÁ O SEU FOCO?
Gosto de observar as pessoas, principalmente nas redes sociais, e com isso, me deparo com algo que, muito embora não me impressiona, mas me deixa bem triste e preocupada. Observo a facilidade que as pessoas têm em ler uma piada imensa e compartilhá-la para que todos os amigos possam rir também. O que as pessoas fazem é simplesmente compartilhar distrações inúteis, sem ter nem um mísero motivo, não tem um porquê, um para quê, simplesmente riu e compartilhou. O foco não é fazer alguém rir, no fundo ninguém está sorrindo. Antigamente, um bom textão era sinônimo de afeto, algo raro, e quanto mais escritas tinha, melhor era. E o mais recente dos almejados textões, era os depoimentos do “Orkut” que mais parecia um prêmio. Atualmente, mandar um texto gigante é sinônimo de chatice, recebido como: ”Aff! Textão” exceto se for uma piada, com muita baboseira envolvida, óbvio! E isso me leva a questionar: O que aconteceu com o foco na emoção? O que há de tão especial em uma piada que faz com que a pessoas se prendam naquele textão até o final? O riso? Bem provável que sim, afinal, é uma piada. Mas, por que seu foco se prende em uma piada? Sua risada depende de uma leitura extensa? Ora! Se fosse assim, ainda gostaria de receber cartas, mas não, preferem as piadas ou os “memes”. Vale ressaltar que, eu disse risada e não felicidade, e risadas vagas não geram emoção. Uma coisa é diferente da outra. Nem sempre quando sorrimos estamos felizes. Deve ser por isso que muitas pessoas leem textões de piadas para sorrirem no final. Talvez, é um jeito de abster-se da realidade, onde a graça se faz ausente porque já não existe alguém de carne e osso que se faz presente. Nessa situação, o riso dura quanto tempo? A graça que você vê, te preenche de modo que você se sinta melhor por quanto tempo? Aliás, você se sente melhor depois? Ou só foi um momento de distração inútil? Quanto tempo é desperdiçado com distrações inúteis? Concordo que a distração é bem vinda na vida de todos nós, e que a internet tem sim suas utilidades. Mas, porque um “meme” viraliza? Ele não ensina nada, não ajuda em nada, não tem afeto, não faz nada além de te tirar uma risada vaga, sem emoção autêntica, e te faz ser uma pessoa com foco distorcido. A graça que você procura não está no “meme”. Perdemos tempo demais querendo ser divertido(a), compartilhando coisas “engraçadas” quando na verdade, nem rimos disso, é aquele famoso “morri de rir” em uma mensagem e por trás dela você não esboçou nenhuma reação. O famoso mundo virtual com focos distorcidos. Não seja a pessoa que não vê graça em si mesmo, e sente a necessidade de compartilhar conteúdos inúteis para fazerem outras “rirem”. A graça de verdade, aquela que além de riso traz felicidade, com certeza não está nos “memes”. Mas pera aí! Não vamos ser chatos, é apenas um textão de piada... Sim, eu sei! O problema está no seu foco, e no tempo que você perde focado do lado errado. Antes de querer fazer outros “rirem”, faça você rir. A internet não é de todo mal, mas, quando não existe mais alguém do outro lado da tela gerando emoções, tudo vira um círculo destrutivo, onde não se tem mais nada além de “likes”. Ou seja, a graça não está nos “memes” e sim nas pessoas. Porém, o foco dessa prática em compartilhar conteúdos “engraçados” não é obter amigos ou de fato fazer alguém sorrir, é meramente um ato comum e desinteressado. O foco são os “likes”. O tempo é valioso, e sua influência com outras pessoas também. Se seu foco não está correto, bem provável que induzirá outras ao erro, de forma que, elas também percam seu tempo com textão de piadas ou “memes” para adquirirem um breve momento de risada. Estou usando a piada e “memes” como exemplo, mas, obviamente existem diversos conteúdos inúteis que prendem a atenção de milhares de pessoas, a ponto de que, essas não consigam diferenciar o que é bom ou ruim. Alias, estamos rodeados de conteúdos inúteis e pessoas desinteressadas, mas como tudo é mecânico, vamos compartilhar para que todos pensem que sou engraçado(a). Veja só, acho que encontramos um mísero motivo para o compartilhamento das piadas, são os “likes”. Nesse breve texto, nada engraçado, quero dizer que: Se quer sorrir com alegria, com emoção de verdade, conheça o seu “eu” no mais profundo, antes que os “memes” suguem seu tempo, alimentem o mundo virtual, e deixem o seu emocional passar fome. E para concluir, cito: “Não acham estranha uma sociedade que promove pesquisas sobre felicidade seja uma fábrica de neuróticos e deprimidos?” (Merlí Bergeron).
quarta-feira, 1 de julho de 2020
OS VINTE E POUCOS ANOS...
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