Há um "app" de bloqueio para instalarmos em nossa cabeça, e se chama “FODA-SE”. Se quisermos ser felizes, devemos então parar de arrastar para o dia inteiro ou semana inteira um momento ruim. Estamos desperdiçando energia vital do cérebro ao se preocupar com cada evento externo, aos quais ninguém tem controle. Eu controlo o que eu penso e como eu lido diante de perturbações incontroláveis, e se elas me afetam ou não. Então, se me disseres que está “emputecido(a)” hoje, prontamente eu te perguntarei: Por quê? E é bem provável que sua resposta seja, porque o carro enguiçou, o chefe foi grosseiro, seu namorado(a) te traiu, sua amiga não te ligou, o ônibus não parou, você esqueceu a carteira em casa, o trânsito te fez chegar atrasado(a) no serviço, a sua vizinha não para de fofocar, o motorista de um carro fez questão de passar numa poça de água e te molhou inteiro(a). Bem, eu poderia citar várias situações, mas acho que já deu para entender um pouco sobre o universo incontrolável. Por fim, é bem simples até, se diante de situações desagradáveis você puder controlar, então, controle! Mas, sem estresse, até porque você não poderia prever o imprevisível, não é mesmo? Se não puder controlar, então, não perde seu tempo e simplesmente deixa o evento infeliz passar. Seu dia vale mais do que um instante desagradável. Acontecimentos fortuitos estão fora de controle, e pessoas sem autocontrole também estão. Decida se quer absorver qualquer merda que acontece, ou se vai começar a tirar o “poder” do incontrolável de afetar suas emoções. Lembra que quando decidimos bloquear um “app” é para apenas nos termos acesso? Então, sua saúde mental deve ser bloqueada. Só você poderá acessá-la, e decidir o que será modificado ou não no seu dia, ou na sua vida. Faz uma limpeza, passa “antivírus” e se for necessário, faz uma formatação. Devemos ter autocontrole para lidarmos com os descontrolados.
domingo, 28 de junho de 2020
O “APP” DE BLOQUEIO QUE DEVERÍAMOS TER
Temos diversas preocupações, dentre elas, de estar sempre atento quanto ao acesso restrito de nossas redes sociais, certo? Nos preocupamos se porventura forem hackeadas, ou pior, a nossa conta no banco! Então, não deixamos passar sequer um mínimo detalhe na hora de resguardar o que achamos de grande importância. Bloqueamos tudo para que ninguém tenha acesso, e apenas nós possamos entrar e modificar. Toda a cautela que temos é ótima! Mostra que possuímos o costume de cuidar do que é nosso. Mas, por que não nos precavemos com o mais importante, já que temos esse instinto de “zelo”? Bloqueamos de todo mundo, o que para nós, é apenas nosso e ninguém deve ter acesso. Então, por que insistimos em nos preocupar com o externo? Por que não bloqueamos o malefício que isso nos causa, e zelamos pela nossa saúde mental? Quando digo “nos preocupar com o externo”, quero dizer: nos preocupamos demasiadamente com a conduta alheia. Se você está bem, e alguém diz que você engordou, por exemplo, esse um minuto de intromissão alheia afeta o seu dia inteiro. Parece bobeira, mas, o exemplo ínfimo que citei é apenas uma das diversas ações externas que nós não podemos controlar. As pessoas simplesmente fazem, e assim como não temos o poder de controlar o céu e a terra, também não controlamos o que os outros pensam, falam e fazem. E já que sabemos disso, por que se preocupar com o que não podemos controlar? Porque não bloqueamos as condutas externas que nos desagradam ao invés de absorvê-las como esponja seca ao encontro da água? Não há como escapar de viver em sociedade, somos obrigados a lidar diariamente com diversos tipos de pessoas, muitas delas, sem um pingo de autocontrole, que acham lindo justificar suas intromissões grosseiras dizendo que é sua personalidade forte, ou que preferem serem sinceras. Pois é, essas pessoas realmente acham que estão fazendo o certo. E dito isso, retorno ao meu raciocínio que citei acima: Se não podemos controlar o que essas pessoas pensam, falam e fazem, por que diabos nos chateamos com isso?
Há um "app" de bloqueio para instalarmos em nossa cabeça, e se chama “FODA-SE”. Se quisermos ser felizes, devemos então parar de arrastar para o dia inteiro ou semana inteira um momento ruim. Estamos desperdiçando energia vital do cérebro ao se preocupar com cada evento externo, aos quais ninguém tem controle. Eu controlo o que eu penso e como eu lido diante de perturbações incontroláveis, e se elas me afetam ou não. Então, se me disseres que está “emputecido(a)” hoje, prontamente eu te perguntarei: Por quê? E é bem provável que sua resposta seja, porque o carro enguiçou, o chefe foi grosseiro, seu namorado(a) te traiu, sua amiga não te ligou, o ônibus não parou, você esqueceu a carteira em casa, o trânsito te fez chegar atrasado(a) no serviço, a sua vizinha não para de fofocar, o motorista de um carro fez questão de passar numa poça de água e te molhou inteiro(a). Bem, eu poderia citar várias situações, mas acho que já deu para entender um pouco sobre o universo incontrolável. Por fim, é bem simples até, se diante de situações desagradáveis você puder controlar, então, controle! Mas, sem estresse, até porque você não poderia prever o imprevisível, não é mesmo? Se não puder controlar, então, não perde seu tempo e simplesmente deixa o evento infeliz passar. Seu dia vale mais do que um instante desagradável. Acontecimentos fortuitos estão fora de controle, e pessoas sem autocontrole também estão. Decida se quer absorver qualquer merda que acontece, ou se vai começar a tirar o “poder” do incontrolável de afetar suas emoções. Lembra que quando decidimos bloquear um “app” é para apenas nos termos acesso? Então, sua saúde mental deve ser bloqueada. Só você poderá acessá-la, e decidir o que será modificado ou não no seu dia, ou na sua vida. Faz uma limpeza, passa “antivírus” e se for necessário, faz uma formatação. Devemos ter autocontrole para lidarmos com os descontrolados.
Há um "app" de bloqueio para instalarmos em nossa cabeça, e se chama “FODA-SE”. Se quisermos ser felizes, devemos então parar de arrastar para o dia inteiro ou semana inteira um momento ruim. Estamos desperdiçando energia vital do cérebro ao se preocupar com cada evento externo, aos quais ninguém tem controle. Eu controlo o que eu penso e como eu lido diante de perturbações incontroláveis, e se elas me afetam ou não. Então, se me disseres que está “emputecido(a)” hoje, prontamente eu te perguntarei: Por quê? E é bem provável que sua resposta seja, porque o carro enguiçou, o chefe foi grosseiro, seu namorado(a) te traiu, sua amiga não te ligou, o ônibus não parou, você esqueceu a carteira em casa, o trânsito te fez chegar atrasado(a) no serviço, a sua vizinha não para de fofocar, o motorista de um carro fez questão de passar numa poça de água e te molhou inteiro(a). Bem, eu poderia citar várias situações, mas acho que já deu para entender um pouco sobre o universo incontrolável. Por fim, é bem simples até, se diante de situações desagradáveis você puder controlar, então, controle! Mas, sem estresse, até porque você não poderia prever o imprevisível, não é mesmo? Se não puder controlar, então, não perde seu tempo e simplesmente deixa o evento infeliz passar. Seu dia vale mais do que um instante desagradável. Acontecimentos fortuitos estão fora de controle, e pessoas sem autocontrole também estão. Decida se quer absorver qualquer merda que acontece, ou se vai começar a tirar o “poder” do incontrolável de afetar suas emoções. Lembra que quando decidimos bloquear um “app” é para apenas nos termos acesso? Então, sua saúde mental deve ser bloqueada. Só você poderá acessá-la, e decidir o que será modificado ou não no seu dia, ou na sua vida. Faz uma limpeza, passa “antivírus” e se for necessário, faz uma formatação. Devemos ter autocontrole para lidarmos com os descontrolados.
sábado, 27 de junho de 2020
QUANTO MENOS SABEMOS, MAIS FELIZES SOMOS?
Esse assunto nos remete a uma visão ampla de como encaramos
a vida. E aqui quero deixar uma breve reflexão da minha percepção sobre essa
questão. Responsabilizo-me ao dizer que, a partir do momento que nos dispomos a
examinar a nossa existência, fugindo do trivial, e encarando-a com um olhar mais
criterioso, com curiosidade, com sede, acabamos por nos apaixonar pelos
detalhes e escolhemos o aperfeiçoamento. Mas, ao escolher o caminho do SABER
não significa que você será um ser superior, na verdade, quando você troca o
NÃO SABER pelo SABER você está se sujeitando a infelicidade, pois, raramente
você será suprido de suas expectativas. O NÃO SABER é uma dádiva, sim! Porque
ele nos faz aceitar tudo como é, sem bloqueios, sem hesitação, sem discussões,
de modo que, parece não ser necessário se preocupar demais com o próximo vexame
na política sobre corrupção, ou qual presidente será eleito nos próximos anos,
e se esse presidente sem fórmula mágica irá dar um basta em benefícios fajutos
e nos trará, de fato, o que realmente necessitamos: o desenvolvimento na
educação, saúde, segurança, entre outros fatores escassos atualmente. O SABER é
uma terra perigosa para pisar, o NÃO SABER também é uma terra perigosa, mas,
uma tentação para se viver, pois, nessa terra não se perde muito tempo
procurando defeitos, seja eles no modo de viver, de falar, de opinar, de
acreditar. O NÃO SABER, significa satisfazer-se com o básico, sem se aprofundar
em assuntos que passam na TV, ou ir contra o que o presidente está dizendo, ou
debater sobre a cultura imposta pela mídia na sociedade, ou se quer, ter ideia
de que somos manipulados a partir da nossa ignorância. Olhando por esse ângulo
até parece que a terra do SABER é mais vantajosa, e realmente, não deixa de ser
uma excelente escolha quando se pretende traçar suas próprias linhas de
pensamento sem costumeira, quando se anseia por mudança ao invés de
conservadorismo, quando se acredita que a cada nova informação é uma lição dada
para analisarmos e questionarmos. Porém, há uma parte dessa opção tragicamente
inevitável, que é quando O SABER nos desvenda que a cada particularidade de
nossa decisão em desbravar a terra perigosa, mas não tentadora, encontraremos
diversos caminhos sem saída, não que não tenha como sair, mas, quase sempre
você estará sozinho, e nessa terra, sozinho é muito difícil ter ânimo para
continuar buscando a saída. Simplificando, de tempos em tempos você se sentirá
sozinho, ninguém vai te entender, você vai até se arrepender de um dia ter
optado por saber demais, porque quanto mais souber, mais insatisfeito você
estará. Principalmente, quando começar a perceber que você vive rodeado de
alienados, e que eles sorriem mais do que você. Eles são cheios de certezas e
você de dúvidas. Eles ficam felizes em ver uma promoção de sapato, e você, de
tomar um café olhando as notícias do mundo, atento quanto ao “fake News” para
poder compartilhar a novidade. Você se sentirá deslocado até que encontre outro
louco que também decidiu desbravar a mesma terra, e talvez, vocês consigam
achar uma saída, e isso te anime a acreditar que nem tudo está perdido.
Sem mais delongas, posso lhes dizer que, a meu ver, é mais
fácil viver sem SABER, porém, viver sem saber, é viver a mercê! Se não se
importar em perpetuar sua vida acreditando em crenças alheias, então, você está
apto a viver na terra tentadora e terá uma vida com expectativas supridas. Mas,
se você insiste em não se submeter a hábitos duvidosos, com pitadas recheadas
de manipulações, então, bem vindo a infelicidade! Nessa terra você terá
momentos maravilhosos, mas, saiba que é um grande desafio, pois, raramente irá
encontrar alguém com quem possa compartilhar suas ideias. Deve estar ciente de
que, o normal atualmente é NÃO SABER, então, esteja preparado para enfrentar o
mundo de ponta cabeça.
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quinta-feira, 25 de junho de 2020
CARISMA x ANTICARISMA
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De forma inconsciente, estamos propensos a buscar aceitação. Quando recebemos uma crítica, a reação da maior parte das pessoas é ficarem tristes e se sentirem inferiores, ainda mais, quando essa crítica vem de alguém em “posição superior”. Sem que nos demos conta, somos moldados para nos encaixar nos parâmetros da “normalidade”, ou seja, se quer se dar bem, você precisa ser aceito. O trajeto fica mais fácil com aqueles que tem carisma, é claro! Todo mundo gosta de pessoas sorridentes e prestativas, porém, raramente essas pessoas serão levadas a sério. Parece desalmado falar isso, mas, vamos pensar de forma racional! Quantas pessoas carismáticas e prestativas em excesso, você não vê fazendo papel de trouxa? (Todos nós já fizemos papel de trouxa) Essas pessoas são inteligentes, e sua forma carismática de ser não ameniza seu potencial intelectual, mas, a maneira como ela é vista acaba prejudicando-a de forma que, a sua maior qualidade seja o carisma e não o seu potencial intelectual, acabando por sua seriedade ficar em segundo plano. Vale ressaltar que o ANTICARISMA não envolve grosseria, mas sim, honestidade. Ao contrário do CARISMA que, não raras vezes, as pessoas falam muitas coisas somente para fazer o outro sorrir, pisoteando a honestidade consigo mesmo e colocando em primeiro lugar agradar o outro. É importante saber que, o carisma dosado é muito útil, pois, quando você trata alguém que conheceu recentemente de modo íntimo fazendo-o se sentir confortável em estar ao seu lado, fica mais fácil conduzi-la para suas vontades. Então, não seja uma pessoa idiota, grosseira e que ache que todos devem aceitar o seu jeito de ser! PARE! Não seja um adolescente rebelde abestalhado. Estou clareando para você algo que não irá ouvir no dia a dia. A vista disso, se quer ser respeitado no âmbito social, seja honesto consigo mesmo. Faça as pessoas te valorizarem além de suas prestatividades, não deixe que seu lado carismático corrompa as demais qualidades. Não participe de fofocas apenas para parecer legal. Saiba discernir os momentos certos para ser carismático. Avaliem para quem deve sorrir. Não gaste suas energias simplesmente para ser querido por todo mundo. Você nunca será querido por todos, e se for, nunca será levado a sério. O CARISMA é uma arma fortíssima, mas, como eu disse, se quer ser visto com seriedade, deverá estar atento quanto ao momento em que irá fazer uso dessa arma, caso exceda ou utilize-a em momentos inoportunos você destruirá sua imagem gradativamente, e para recuperar o respeito é muito mais difícil, pois, todo mundo prefere os demasiadamente prestativos do que os honestos. Por último, não fale demais, habitue-se a dizer apenas o que lhe é conveniente. E para concluir, eu não poderia deixar de citar o filósofo alemão Arthur Schopenhauer que diz em um dos seus ensinamentos: “Faça que lhe vejam como sensato, em vez de intrometido(...)”
segunda-feira, 22 de junho de 2020
(DES)MOTIVAÇÃO
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Nós buscamos por motivação e encontramos basicamente o que queremos, normalmente, em alguma plataforma digital, o que é mais comum, porque além de buscarmos motivação também preferimos ver um vídeo de cinco minutos do que ler um livro de cem páginas. A motivação que procuramos consiste em afirmações, buscamos ouvir o que queremos, e por isso existem diversos meios digitais recheados de conteúdos práticos para acessarmos a qualquer momento. Buscamos ânimo instantâneo, como se fosse uma pílula mágica! Não estamos dispostos a entender primeiramente o porquê estamos desmotivados(as) e por isso que, por exemplo, após desligarmos o vídeo que nos passou tanta energia, retornamos a estaca zero no dia seguinte, ou nos minutos seguintes. Então, vamos entender um pouquinho sobre isso.
Muitas pessoas buscam motivação para fazerem coisas que detestam, isso é cruel! Se você não for essa pessoa, com certeza deve conhecer alguma. Infelizmente, vivemos em um momento de muita ansiedade e depressão, as pessoas estão sobrevivendo amparadas a “doses mágicas” de motivação, quando na verdade, estão destruídas por dentro, sem um estímulo real de vida, sem vontade de viver!É triste... mas, elas simplesmente fazem o que tem que ser feito. Quando estamos desanimados raramente vamos refletir a origem disso, afinal, é comum né? Todo mundo está meio perdido mesmo!
Quando uma pessoa está desanimada, pode ser que ela busque ouvir “Você é forte, vai conseguir” e se sinta confortável com isso, mas, nem todos vão buscar a mesma coisa, algumas pessoas buscam além. Mas, é difícil enxergar, pois, parece tudo a mesma coisa, os desânimos são iguais, todos andam buscando por um pouquinho de estímulo. Os desânimos se misturam, e não sabemos mais quais são os que buscam por um vídeo de musculação para sentir vontade de ir treinar, ou os que buscam ajuda e pedem socorro com sorriso no rosto. A verdade é que, não sabemos mais discernir o que nos move, e quando menos esperamos somos consumidos pelo desânimo que, não raras vezes, torna-se contínuo. Sem me alongar muito, gostaria apenas de alertá-los quanto ao perigo de não prestarmos atenção as nossas próprias peculiaridades e muito menos as necessidades alheias. Caros leitores, estamos todos machucados de alguma forma. Se quer construir sua base fortificada, então, preste mais atenção no que te dá vontade de viver. Não busque motivação instantânea quando na verdade você precisa conhecer a si mesmo. Não seja movido pelo medo, seja movido pelo desejo. Não busque choque de frases motivacionais, busque orientação profissional. Você alcançará seus objetivos quando deixar de buscar apenas o que quer ouvir e entender de uma vez por todas que, não se trata a dor como preguiça, seu desanimo te mostra que sua mente está exausta. Observe seus detalhes. Não busque por migalhas, se quiser evoluir de verdade, busque autoconhecimento. A vida é uma loucura mesmo! Se agirmos como se nada tivesse acontecendo, não vamos estar vivendo.
sábado, 20 de junho de 2020
A ERA DESGRAÇADAMENTE DIGITAL
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Não vou ser hipócrita, estamos no mesmo barco (furado, mas estamos)!
Por exemplo... As redes sociais, elas funcionam como “excelentes” válvulas de escape, elas suprem todos os momentos vagos, tipo aqueles em que estamos no horário de almoço no serviço, ou em uma sala de espera dentro de um consultório, ou até no caminho ao trabalho, e principalmente quando queremos nos livrar de uma pessoa inconveniente na rua e fingimos que estamos vidrados nos noticiários dentro da tela no celular, pois é! Poder acessar as redes sociais significa basicamente sossego, e automaticamente é associado como algo que não somos obrigados a fazer e por isso torna-se tão prazeroso, e sinto dizer, mas o problema mora aí. Os momentos vagos que surgem para nos fazer parar e respirar, insistimos em ocupá-lo com informações desnecessárias, afinal, o que de tão indispensável tem no “facebook”, “instagram”, “snap”, “whatsapp” e centenas de outros apps que não conheço, que substitua o agora por exemplo. Me diz... Como está a sua respiração? Rápida, lenta ou curta? Como está a posição dos seus pés? Seu maxilar está relaxado? Você está sentindo calor ou frio? Como é o ambiente em que você está? Tem alguém ao seu lado? Qual o seu sentimento nesse momento? Está calmo? Se sente triste? Com raiva? Como você está? Pare e reflita sobre esses pontos...
Agora sim! Seu pensamento está onde deve estar.
Querido(a) leitor(a), estamos em meio ao caos da era desgraçadamente digital e se nos deixarmos ir conforme a mídia insiste, iremos perder o SER. Não substitua seus minutos ou horas vagas com informações fúteis. Não há pecado em ter redes sociais, mas há pecado em não saber dosar elas em sua vida, não há problema em comprar um iphone última geração, mas há problema em comprar para pagar em 12x. Busque analisar suas reais necessidades antes de deixar a era desgraçadamente digital te fazer de fantoche. E lembre-se, estamos no mesmo barco, mas estou te convidando a sair dele junto comigo.
sexta-feira, 19 de junho de 2020
TUDO É QUESTIONÁVEL?
Há certos momentos em que nos
deparamos com certezas aparentemente indiscutíveis, com acontecimentos inevitavelmente
fatais, discussões com argumentações impecavelmente inquestionáveis, e por
vezes, quando passamos por essas situações estamos intencionados a fazer o mais
fácil no momento, visto que diante de situações que, ao que tudo indica imutáveis,
o mais sensato é respirar fundo e consentir. Mas por quê? O que eu ganho em
consentir? Paz? E se em algum momento que eu consenti eu não concordei, mas só
queria que acabasse? Isso não é paz. E se em momentos difíceis eu me
enfraqueço? E se meu consentir seja medo? E se em alguns desses momentos que já
se passaram eu tivesse questionado? Eu teria coragem de questionar o inquestionável?
Eu seria capaz de fazer o que, talvez, ninguém ousou fazer? Mas, como iria
saber? Será que o questionamento é melhor do que o silêncio?
O silêncio é precioso, é um grande amigo dos sábios que reconhecem que em alguns momentos da vida silenciar-se significa obter saúde mental, e de fato, significa. Mas o perigo do silêncio está em quando você acha que não tem capacidade de questionar e não porque naquele momento é babaquice manifestar-se. Então, diante disso, por que prefere optar pelo silêncio? Quando na verdade o seu protesto seria o mais correto? O mundo está cheio de consentidos, passivos e mansos, e se em momentos de pressão você se habituar a consentir, jamais conseguirá vislumbrar a imensidão que existe por trás de tantas certezas fajutas.
O silêncio é precioso, é um grande amigo dos sábios que reconhecem que em alguns momentos da vida silenciar-se significa obter saúde mental, e de fato, significa. Mas o perigo do silêncio está em quando você acha que não tem capacidade de questionar e não porque naquele momento é babaquice manifestar-se. Então, diante disso, por que prefere optar pelo silêncio? Quando na verdade o seu protesto seria o mais correto? O mundo está cheio de consentidos, passivos e mansos, e se em momentos de pressão você se habituar a consentir, jamais conseguirá vislumbrar a imensidão que existe por trás de tantas certezas fajutas.
O questionamento nos remete
sempre a dúvida, e vale citar aqui Aristóteles que dizia “A dúvida é o princípio
da sabedoria”. O que seria de nossas vidas se não tivessem existido alguns
destemidos questionadores e curiosos... Imagina? Que loucura! Talvez, ainda moraríamos
numa caverna e nossas leis seriam as da selva, igual a de qualquer animal
irracional. Mas não somos seres irracionais, somos seres racionais e em
constante evolução, aprendemos dia após dia, somos capazes de nos moldar as
mais diversas situações, temos habilidades que nem imaginamos porque ainda não nos
questionamos sobre a nossa real capacidade, talvez, por medo? Insegurança? Comodidade?
Vergonha? Não sei! Mas, a única certeza que tenho é que, independente do que
façamos as pessoas vão julgar, dito isso, nada mais justo do que sermos quem
somos. E se NÃO somos apenas toleradores, passivos e menos apontados, então que
sejamos questionadores, ativos e mais observados.
Para esse fim, quero deixar claro
que não estou dizendo para sair questionando ou discordando de tudo o que for
contra suas convicções e impor suas verdades goela abaixo das pessoas, não faça
isso! Estou te propondo a expandir sua mente, de modo que saia do habitual e
lapide suas armas internas, encare as dificuldades com um olhar mais crítico e
não com um olhar vencido, seja um questionador sem julgamentos, se desvencilhe
da comodidade do consentimento, se questione o tempo todo! E aos poucos vai ver
que a arte não mora nas certezas, e sim nas dúvidas.
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