terça-feira, 6 de outubro de 2020

ME PRENDO OU ME PARO?

 A  vida tem sido estreita.

De vez em quando até sinto medo de ficar presa em alguma dessas curvas...

Mas, não vou.

Receio precisar além do que posso me dar...

Mas, não vou.

Não vou! Ufa, tudo bem sentir medo, tudo bem não estar bem.


 Se o caminho se estreitar, eu me paro, prefiro me parar do que ficar presa.

Enquanto me paro, me lembro que eu não me forço a ser mais do que posso ser em momentos estreitos.

Não me cobro. Me encaixo como posso. Prefiro parar um pouco ao invés de gritar por um socorro qualquer, que me fará mais presa do que aquela curva estreita.

Um respiro e uma dose de racionalidade me salva sempre que a vida se estreita.

Desacelerar me faz enxergar o mapa.

Não é doença, muito pelo contrário, é a cura.

 Veja que estou aprendendo a me encaixar na minha vida, sozinha.

Mas, podemos concordar que parece loucura pensar em si mesmo, um pouco estranho, parece até que estou pecando.

Mas, não me importa o que parece, estou me fazendo o grande favor de ser assim, de ser quem eu sou, de pensar mais em mim. 

Não me diga como devo viver minha vida, não me diga o que fazer, nem o que acha certo ou errado. Pois, já me prendi muito para hoje, pode dizer com toda a certeza que, pecado é buscar socorro fora de si.

A vida se estreita e eu me paro.


É uma dose de autoconhecimento, claro! O amor próprio também é indispensável. Pense sozinha.


Ah! E se por acaso eu precisar de socorro, não espere que eu grite, não terá o prazer de me ver triste. Já não grito mais por uma ajuda que me prende.


Tudo o que me prende me adoece. Se quer me ajudar, me deixa livre. Penso sozinha.


Eu sei até onde posso ir sozinha, aliás, em minha companhia.

 E se alguém quiser me acompanhar, que esteja na mesma sintonia e que venha apenas para contribuir com a minha fiel alegria.

Me faço livre no estreito da vida e em qualquer ocasião serei capaz de ser feliz.

Me liberto e aceito. Sorrio e prossigo. Desapego e me reinvento. Me paro e me supero. Me priorizo. Eu me basto.



@textosnadaromanticos




segunda-feira, 20 de julho de 2020

VIVEMOS TEMENDO O FRACASSO...

@Textosnadaromanticos

O medo nos impede de arriscarmos mais, de enfrentarmos mais, de buscarmos mais, de sermos quem somos. O medo é uma forma que a nossa mente tem de nos proteger, e isso é ótimo... Mas, se não souber controlar o medo na sua vida, acabara deixando os outros viverem por você, e não terá o prazer de saber quem você seria se não tivesse tanto medo de fracassar ou de ser julgado. Estamos sempre nos policiando a fazer o melhor para não fracassar, mas, o melhor para quem? Buscamos nos adaptar a sociedade politicamente correta da melhor forma possível, pois tememos não ser aceitos e bem vistos. Quem tem medo não realiza sonhos. Quem deixa o barquinho da vida ser conduzido pelo padrão, está disposto a não viver. Por que ter tanto medo de ir contra a correnteza? Com certeza é mais fácil conduzir o barco no mesmo sentindo que está o fluxo da água, mas, e se ao final desse fluxo tiver uma imensa ribanceira? Não teria sido melhor ter gastado suas forças físicas e mentais para ter se livrado desse fim trágico? Não espera chegar próximo ao fim para decidir tomar uma atitude... Às vezes, é tarde demais. Daí você se dá conta de que não viveu da sua maneira porque teve medo de agir contra o fluxo, não acreditou em si mesmo, teve medo de fracassar e ser julgado. Acredito que não há nada mais inútil do que carregar dois remos e não os usar para decidir seu destino. Além disso, é completamente insano deixar que a correnteza se encarregue da sua trajetória. Quem é capaz de afirmar qual o melhor caminho para você? Ninguém é apto a discutir com a felicidade individual. Só você sabe o que enche o seu peito de alegria, ninguém mais. Mas uma coisa é certa, o caminho que não exige seu esforço e dedicação só serve para consumir sua vida na bolha do comodismo. E sabe de uma coisa...  Fracasso mesmo é querer ser aceito por alguém. Se você se aceitou, não precisa que ninguém o aceite. A questão não é viver para fazer o melhor, e sim, ser o seu melhor. Viver na sua melhor versão. Enquanto perde o tempo querendo ser bem visto, bem quisto, você mesmo não se enxerga, não se reconhece, não se sente bem na própria companhia. O tempo que perde querendo acreditar que está fazendo o certo em não usar os remos, futuramente, poderá ser sua história triste contada para os seus netos, de como deveria ter feito diferente. Você tem o dia de hoje nas suas mãos, suas ações podem mudar o destino do seu barco. Acredite mais em você. Você não precisa da aprovação de ninguém, do apoio de ninguém, é você com você mesmo, sempre foi assim. E se der errado, tenta de novo até dar certo. Mas, nada vai mudar se você não estiver disposto a dar o máximo de si, e mostrar a correnteza que o que leva a todos a um único sentido nunca poderá ser o melhor caminho. Desconfie do que parece ser o mais fácil, o mais fácil sempre trouxe grandes problemas. É só ilusão, sabe? Aquele momento em que você quer acreditar que o barco vai tocar o seu destino no melhor caminho, sem que você se preocupe demais... Essa história de sorte não existe, na verdade, isso também é fracasso. Viver é uma tarefa difícil, mas viver somente para agradar outras pessoas é tortura. Se o caminho que escolher trouxer felicidade para alguém além de si mesmo, ótimo! Mas, não permita o contrário. Vale ressaltar que não só o medo em exagero é prejudicial, mas tudo demais acaba sendo prejudicial, até o amor. Então, se poupe. Não tema agir, não tema fracassar, tema não viver. Tema reprimir seus sonhos e ofuscar sua vida. Pega os remos e decida para onde quer ir, o medo sempre estará presente, porém, quem decidirá se ele irá impedir você de viver, é você. Use o que você tem a seu favor. Conte aos seus netos de como foi feliz por ser sido quem você é. E quer saber? O fracasso não existe para quem encara a vida sem dar a mínima para os julgamentos. Seja livre e seja feliz.



terça-feira, 7 de julho de 2020

LIBERDADE DE EXPRESSÃO?

Textos nada românticos

A liberdade de expressão foi uma grande conquista após o fim da ditadura militar em 1985. Um período de política em que se praticava vários atos inconstitucionais executando a censura, a ausência da democracia e a punição a todos aqueles que eram contra o regime militar. Vale citar que antes da constituição de 1988 o Brasil era regido pela ditadura militar. Um período onde a população vivia a disposição das vontades inconstitucionais do governo, dentre essas imposições, houve a censura dos meios de comunicações, tais como: jornais, rádios, televisão, entre outros. Todos ficavam sob comando do governo que decidia quais informações essas fontes poderiam repassar a população para que a população confiasse que estava tudo na mais perfeita ordem. O governo obrigava os meios de comunicação a substituir notas dos acontecimentos desumanos por receitas ou poesias. No entanto, depois que uma primeira tentativa para impor limites no regime militar falhou, com a ampla participação popular em 1988 foi criado a constituição federal com intuito de dar um basta nos abusos militares e a suspensão dos direitos constitucionais que aterrorizava a população brasileira. Os direitos humanos foram notórios, e sua importância ficou decretada na constituição federal de 1988 celebrado na parte direitos e garantias fundamentais. Enfim, hoje podemos observar que não há mais censuras contra opiniões, posicionamentos, acesso a informações, repasse de informações, ou pelo menos, não deveria haver. Analisando o art. 5º IX CF que diz: “É livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença.” Logo, pensamos que é permitido nos expressar sem limites, porém, na prática não é bem assim que funciona, e nós já sabemos disso. Eu digo que a liberdade de expressão tem dois problemas, o primeiro é: Até que ponto vai a sua liberdade de expressão sem que cometa um crime? Exemplo: Injúria, calúnia ou difamação. Porque a mesma liberdade que você possui o outro também possui, e pode ser levado a diante de forma judicial. Mas, até esse primeiro ponto basta lembrarmos que o limite é o espaço do outro. O outro ponto, e mais crucial é: Temos liberdade de expressão, mas não sabemos nos expressar. Atualmente, lidamos com o regime de governo presidencialismo no Brasil, adotamos o Estado democrático de direito, cujo poder soberano não pertence ao povo. Ora! Como um povo poderá exercer poder soberano e reivindicar seus direitos se não sabem um terço sobre política ou qualquer questão relacionada a governo? Uma liberdade que restringe e manipula todo o sistema educacional a ponto de, atualmente existirem milhões de analfabetos. Pesquisas do IBGE revelam que a taxa de analfabetismo no Brasil chega a 11,5 milhões de pessoas, e só para acrescentar, um a cada quatro brasileiros não têm acesso a internet no Brasil. Estamos cada vez mais distantes de sermos completamente livres em nossa expressão (se é que existe isso) ou no mínimo de exercer nosso poder soberano. A educação escassa e robotizada nos afasta da leitura, da compreensão, da política, da participação, do debate, das reinvindicações, dos protestos, do poder soberano. Algo que se fazia no regime da ditadura militar era manipular a população, sem respeito por qualquer lei, impedindo a população de expor suas opiniões para que não houvesse interferência no comando. Hoje, percebo que há uma certa cautela para com as leis vigentes, todavia, não existe respeito de fato. De um jeito mais pomposo e sofista o governo que rege atualmente tende a nos direcionar da maneira que acharem mais vantajoso. Manifestantes são repudiados. As notícias que expõe o governo são suspensas das redes sociais justificadas como “Fake News”.  Quanto menos interferência, melhor. Analisando toda a população brasileira, algumas poucas pessoas estão fazendo jus a liberdade de expressão, mas a outra parte, a maioria, não sabem nem que estão sendo conduzidas ao cárcere privado de opinião. Concluímos que, ainda há muito o que se conquistar, há muito o que se pleitear. Mas, antes precisamos nos despertar do sistema, que está freneticamente nos impulsionando para irmos junto a correnteza, a massa. Dessa forma, ainda vivemos em uma ditadura refinada, menos incisiva. O sistema quer fluir a qualquer custo. Não deixe que lhes convençam que você deve ser oprimido. Vá contra a massa, nade contra a correnteza, e faça jus a sua liberdade de expressão.

 

 




 REFERÊNCIAS:

https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/21255-analfabetismo-cai-em-2017-mas-segue-acima-da-meta-para-2015

http://repositorio.ufrb.edu.br/bitstream/123456789/768/1/criacoes%20da%20memoria%20defensores%20e%20criticos%20da%20ditadura%281%29.pdf

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm

https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2020-04


sábado, 4 de julho de 2020

ONDE ESTÁ O SEU FOCO?

Textos nada românticos

Gosto de observar as pessoas, principalmente nas redes sociais, e com isso, me deparo com algo que, muito embora não me impressiona, mas me deixa bem triste e preocupada. Observo a facilidade que as pessoas têm em ler uma piada imensa e compartilhá-la para que todos os amigos possam rir também. O que as pessoas fazem é simplesmente compartilhar distrações inúteis, sem ter nem um mísero motivo, não tem um porquê, um para quê, simplesmente riu e compartilhou. O foco não é fazer alguém rir, no fundo ninguém está sorrindo. Antigamente, um bom textão era sinônimo de afeto, algo raro, e quanto mais escritas tinha, melhor era. E o mais recente dos almejados textões, era os depoimentos do “Orkut” que mais parecia um prêmio. Atualmente, mandar um texto gigante é sinônimo de chatice, recebido como: ”Aff! Textão” exceto se for uma piada, com muita baboseira envolvida, óbvio! E isso me leva a questionar: O que aconteceu com o foco na emoção? O que há de tão especial em uma piada que faz com que a pessoas se prendam naquele textão até o final? O riso? Bem provável que sim, afinal, é uma piada. Mas, por que seu foco se prende em uma piada? Sua risada depende de uma leitura extensa? Ora! Se fosse assim, ainda gostaria de receber cartas, mas não, preferem as piadas ou os “memes”. Vale ressaltar que, eu disse risada e não felicidade, e risadas vagas não geram emoção. Uma coisa é diferente da outra. Nem sempre quando sorrimos estamos felizes. Deve ser por isso que muitas pessoas leem textões de piadas para sorrirem no final. Talvez, é um jeito de abster-se da realidade, onde a graça se faz ausente porque já não existe alguém de carne e osso que se faz presente. Nessa situação, o riso dura quanto tempo? A graça que você vê, te preenche de modo que você se sinta melhor por quanto tempo? Aliás, você se sente melhor depois? Ou só foi um momento de distração inútil? Quanto tempo é desperdiçado com distrações inúteis? Concordo que a distração é bem vinda na vida de todos nós, e que a internet tem sim suas utilidades. Mas, porque um “meme” viraliza? Ele não ensina nada, não ajuda em nada, não tem afeto, não faz nada além de te tirar uma risada vaga, sem emoção autêntica, e te faz ser uma pessoa com foco distorcido. A graça que você procura não está no “meme”. Perdemos tempo demais querendo ser divertido(a), compartilhando coisas “engraçadas” quando na verdade, nem rimos disso, é aquele famoso “morri de rir” em uma mensagem e por trás dela você não esboçou nenhuma reação. O famoso mundo virtual com focos distorcidos. Não seja a pessoa que não vê graça em si mesmo, e sente a necessidade de compartilhar conteúdos inúteis para fazerem outras “rirem”. A graça de verdade, aquela que além de riso traz felicidade, com certeza não está nos “memes”. Mas pera aí! Não vamos ser chatos, é apenas um textão de piada... Sim, eu sei! O problema está no seu foco, e no tempo que você perde focado do lado errado. Antes de querer fazer outros “rirem”, faça você rir. A internet não é de todo mal, mas, quando não existe mais alguém do outro lado da tela gerando emoções, tudo vira um círculo destrutivo, onde não se tem mais nada além de “likes”. Ou seja, a graça não está nos “memes” e sim nas pessoas. Porém, o foco dessa prática em compartilhar conteúdos “engraçados” não é obter amigos ou de fato fazer alguém sorrir, é meramente um ato comum e desinteressado. O foco são os “likes”. O tempo é valioso, e sua influência com outras pessoas também. Se seu foco não está correto, bem provável que induzirá outras ao erro, de forma que, elas também percam seu tempo com textão de piadas ou “memes” para adquirirem um breve momento de risada. Estou usando a piada e “memes” como exemplo, mas, obviamente existem diversos conteúdos inúteis que prendem a atenção de milhares de pessoas, a ponto de que, essas não consigam diferenciar o que é bom ou ruim. Alias, estamos rodeados de conteúdos inúteis e pessoas desinteressadas, mas como tudo é mecânico, vamos compartilhar para que todos pensem que sou engraçado(a). Veja só, acho que encontramos um mísero motivo para o compartilhamento das piadas, são os “likes”.  Nesse breve texto, nada engraçado, quero dizer que: Se quer sorrir com alegria, com emoção de verdade, conheça o seu “eu” no mais profundo, antes que os “memes” suguem seu tempo, alimentem o mundo virtual, e deixem o seu emocional passar fome. E para concluir, cito: “Não acham estranha uma sociedade que promove pesquisas sobre felicidade seja uma fábrica de neuróticos e deprimidos?” (Merlí Bergeron).


quarta-feira, 1 de julho de 2020

OS VINTE E POUCOS ANOS...

Textos nada românticos
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Lá na nossa pré-adolescência, quando começamos a obter consciência da vida, a primeira coisa que nos enche os olhos, e deixa a imaginação alvoroçada, é fantasiar a nossa vida de adultos com a liberdade igual a de um pássaro. Sim, toda criança imagina isso, porque a inocência de uma criança não permite que ela veja que os adultos, na medida em que os anos passam, se tornam prisioneiros. Verdadeiros pássaros na gaiola. 
Os anos passam velozmente, e quando percebemos já estamos com os nossos vinte e poucos anos, e é assustador, afinal, muitos se dão conta de que, a verdadeira liberdade de pássaro estava lá atrás quando morávamos com nossos pais, e nossa preocupação era se eles nos deixariam dormir na casa do melhor amigo(a) final de semana. Hoje percebo que antes dos vinte, mal sabemos o que de fato significa a vida e o que queremos dela, se dermos sorte descobrimos o sentido antes dos trinta, se não, os vinte e poucos anos servem para nos torturar até o fim da vida. Porque trata-se de uma fase em que descobrimos muito, e parece que não temos tempo para nada, ou nada faz sentido. Pois é, os vinte e poucos anos, que tanto almejamos e que chega tão rapidinho, nem nos damos conta, e quando piscamos já estamos com trinta anos. Ah, que loucura! Nos meus vinte e poucos anos eu preciso fazer tanta coisa. Tipo, ser independente, obvio! Então, é imprescindível trabalhar logo, em um emprego qualquer, só para ter dinheiro e comprar uma casa própria para construir minha independência. Opa, esqueci que tenho que fazer faculdade com vinte e poucos anos e terminar antes dos trinta. Mas, se eu pagar a faculdade, não terei dinheiro para investir na minha casa... Ok, plano B. Faço faculdade, e se tudo correr bem, ao final, conseguirei um bom emprego e sem demorar muito terei minha casa própria e logo em seguida um carro do ano, porque isso é ser bem sucedido! Não é?! 
Esses vinte e poucos anos dão trabalho, é uma contagem regressiva. Se não completar as metas imposta pela sociedade como “bem sucedido(a)”, então, você é um(a) sincero(a) fracassado(a). Se não se formar antes dos trinta... coitado(a) perdeu muito tempo. Se não tiver casa própria antes dos trinta...Vagabundo(a) ainda mora com a mãe, que vergonha. Se comprar uma casa própria e não fizer faculdade... Que maluco(a)! Agora vai ter mais despesas, devia morar com os pais e fazer uma faculdade primeiro. Olha só, nesses vinte e poucos anos vivemos como pássaros engaiolados... Que bizarro! Estamos temendo não conquistar metas, metas essas que nem foram nós que estipulamos! Mais bizarro ainda, né? Agora, o que é ser bem sucedido? 
Bom, depende do parâmetro em que está comparando sua vida. Se você tem saúde, uma casa para morar, comida para comer, roupas e sapatos para vestir e pode abraçar quem você ama, para mim, isso é ser mais do que bem sucedido. Agora, se você tem como parâmetro o sucesso daquele primo, que comprou uma mansão, tem um carro “top” e só usa roupas de marcas... Então, seus vinte e poucos anos vão te atormentar, porque a conquista não está nas coisas, e sim em nós. A maior vantagem que você pode ter em seus vinte e poucos anos, é entender que, ser bem sucedido vai além de qualquer padrão da sociedade, ser bem sucedido é ter consciência de suas próprias vontades, fazer o que realmente gosta, estar feliz com seu trabalho, estar cursando uma faculdade porque realmente queira, e mais importante, dar valor nas pequenas coisas, dar valor as pessoas. O sucesso está no café da manhã com sua família, no sol que entra na sua janela e enche sua casa de luz, na chuva que cai sobre seu teto e te faz dormir melhor, no abraço confortante dado naquela pessoa amada. Por fim, o sucesso está em você, mas, a onde está seu foco? Esteja atento nos seus vinte poucos anos.
Tudo que fizer, faça por você primeiramente, aproveite cada detalhe que, não raras vezes, passa despercebido e só nos damos conta de sua imensa importância quando não temos mais. Posso dizer que, para fazer bom proveito desses vinte e poucos anos é necessário que se solte das grades que te cercam, e aproveite o que ninguém está aproveitando. Respira o ar puro, pisa nas folhas secas, come sua comida favorita, e se preocupe em fazer aquilo que te faz feliz e te proporcione sentimento de liberdade. Não permita ser pressionado por expectativas alheias. As pessoas estão perdendo a essência das coisas. Não confie em que lhe cobra sucesso sem ter conquistado nada. Repito, faça por você. Viva bem, você não precisa suprir expectativa de ninguém. Você precisa se entender, e começar a agir como um pássaro livre. Não decepcione a criança que existe dentro de você.

domingo, 28 de junho de 2020

O “APP” DE BLOQUEIO QUE DEVERÍAMOS TER

Temos diversas preocupações, dentre elas, de estar sempre atento quanto ao acesso restrito de nossas redes sociais, certo? Nos preocupamos se porventura forem hackeadas, ou pior, a nossa conta no banco! Então, não deixamos passar sequer um mínimo detalhe na hora de resguardar o que achamos de grande importância. Bloqueamos tudo para que ninguém tenha acesso, e apenas nós possamos entrar e modificar. Toda a cautela que temos é ótima! Mostra que possuímos o costume de cuidar do que é nosso. Mas, por que não nos precavemos com o mais importante, já que temos esse instinto de “zelo”? Bloqueamos de todo mundo, o que para nós, é apenas nosso e ninguém deve ter acesso. Então, por que insistimos em nos preocupar com o externo? Por que não bloqueamos o malefício que isso nos causa, e zelamos pela nossa saúde mental? Quando digo “nos preocupar com o externo”, quero dizer: nos preocupamos demasiadamente com a conduta alheia. Se você está bem, e alguém diz que você engordou, por exemplo, esse um minuto de intromissão alheia afeta o seu dia inteiro. Parece bobeira, mas, o exemplo ínfimo que citei é apenas uma das diversas ações externas que nós não podemos controlar. As pessoas simplesmente fazem, e assim como não temos o poder de controlar o céu e a terra, também não controlamos o que os outros pensam, falam e fazem. E já que sabemos disso, por que se preocupar com o que não podemos controlar? Porque não bloqueamos as condutas externas que nos desagradam ao invés de absorvê-las como esponja seca ao encontro da água? Não há como escapar de viver em sociedade, somos obrigados a lidar diariamente com diversos tipos de pessoas, muitas delas, sem um pingo de autocontrole, que acham lindo justificar suas intromissões grosseiras dizendo que é sua personalidade forte, ou que preferem serem sinceras. Pois é, essas pessoas realmente acham que estão fazendo o certo. E dito isso, retorno ao meu raciocínio que citei acima: Se não podemos controlar o que essas pessoas pensam, falam e fazem, por que diabos nos chateamos com isso?
Há um "app" de bloqueio para instalarmos em nossa cabeça, e se chama “FODA-SE”. Se quisermos ser felizes, devemos então parar de arrastar para o dia inteiro ou semana inteira um momento ruim. Estamos desperdiçando energia vital do cérebro ao se preocupar com cada evento externo, aos quais ninguém tem controle. Eu controlo o que eu penso e como eu lido diante de perturbações incontroláveis, e se elas me afetam ou não. Então, se me disseres que está “emputecido(a)” hoje, prontamente eu te perguntarei: Por quê? E é bem provável que sua resposta seja, porque o carro enguiçou, o chefe foi grosseiro, seu namorado(a) te traiu, sua amiga não te ligou, o ônibus não parou, você esqueceu a carteira em casa, o trânsito te fez chegar atrasado(a) no serviço, a sua vizinha não para de fofocar, o motorista de um carro fez questão de passar numa poça de água e te molhou inteiro(a). Bem, eu poderia citar várias situações, mas acho que já deu para entender um pouco sobre o universo incontrolável. Por fim, é bem simples até, se diante de situações desagradáveis você puder controlar, então, controle! Mas, sem estresse, até porque você não poderia prever o imprevisível, não é mesmo? Se não puder controlar, então, não perde seu tempo e simplesmente deixa o evento infeliz passar. Seu dia vale mais do que um instante desagradável. Acontecimentos fortuitos estão fora de controle, e pessoas sem autocontrole também estão. Decida se quer absorver qualquer merda que acontece, ou se vai começar a tirar o “poder” do incontrolável de afetar suas emoções. Lembra que quando decidimos bloquear um “app” é para apenas nos termos acesso? Então, sua saúde mental deve ser bloqueada. Só você poderá acessá-la, e decidir o que será modificado ou não no seu dia, ou na sua vida. Faz uma limpeza, passa “antivírus” e se for necessário, faz uma formatação. Devemos ter autocontrole para lidarmos com os descontrolados.

sábado, 27 de junho de 2020

QUANTO MENOS SABEMOS, MAIS FELIZES SOMOS?


Esse assunto nos remete a uma visão ampla de como encaramos a vida. E aqui quero deixar uma breve reflexão da minha percepção sobre essa questão. Responsabilizo-me ao dizer que, a partir do momento que nos dispomos a examinar a nossa existência, fugindo do trivial, e encarando-a com um olhar mais criterioso, com curiosidade, com sede, acabamos por nos apaixonar pelos detalhes e escolhemos o aperfeiçoamento. Mas, ao escolher o caminho do SABER não significa que você será um ser superior, na verdade, quando você troca o NÃO SABER pelo SABER você está se sujeitando a infelicidade, pois, raramente você será suprido de suas expectativas. O NÃO SABER é uma dádiva, sim! Porque ele nos faz aceitar tudo como é, sem bloqueios, sem hesitação, sem discussões, de modo que, parece não ser necessário se preocupar demais com o próximo vexame na política sobre corrupção, ou qual presidente será eleito nos próximos anos, e se esse presidente sem fórmula mágica irá dar um basta em benefícios fajutos e nos trará, de fato, o que realmente necessitamos: o desenvolvimento na educação, saúde, segurança, entre outros fatores escassos atualmente. O SABER é uma terra perigosa para pisar, o NÃO SABER também é uma terra perigosa, mas, uma tentação para se viver, pois, nessa terra não se perde muito tempo procurando defeitos, seja eles no modo de viver, de falar, de opinar, de acreditar. O NÃO SABER, significa satisfazer-se com o básico, sem se aprofundar em assuntos que passam na TV, ou ir contra o que o presidente está dizendo, ou debater sobre a cultura imposta pela mídia na sociedade, ou se quer, ter ideia de que somos manipulados a partir da nossa ignorância. Olhando por esse ângulo até parece que a terra do SABER é mais vantajosa, e realmente, não deixa de ser uma excelente escolha quando se pretende traçar suas próprias linhas de pensamento sem costumeira, quando se anseia por mudança ao invés de conservadorismo, quando se acredita que a cada nova informação é uma lição dada para analisarmos e questionarmos. Porém, há uma parte dessa opção tragicamente inevitável, que é quando O SABER nos desvenda que a cada particularidade de nossa decisão em desbravar a terra perigosa, mas não tentadora, encontraremos diversos caminhos sem saída, não que não tenha como sair, mas, quase sempre você estará sozinho, e nessa terra, sozinho é muito difícil ter ânimo para continuar buscando a saída. Simplificando, de tempos em tempos você se sentirá sozinho, ninguém vai te entender, você vai até se arrepender de um dia ter optado por saber demais, porque quanto mais souber, mais insatisfeito você estará. Principalmente, quando começar a perceber que você vive rodeado de alienados, e que eles sorriem mais do que você. Eles são cheios de certezas e você de dúvidas. Eles ficam felizes em ver uma promoção de sapato, e você, de tomar um café olhando as notícias do mundo, atento quanto ao “fake News” para poder compartilhar a novidade. Você se sentirá deslocado até que encontre outro louco que também decidiu desbravar a mesma terra, e talvez, vocês consigam achar uma saída, e isso te anime a acreditar que nem tudo está perdido.
Sem mais delongas, posso lhes dizer que, a meu ver, é mais fácil viver sem SABER, porém, viver sem saber, é viver a mercê! Se não se importar em perpetuar sua vida acreditando em crenças alheias, então, você está apto a viver na terra tentadora e terá uma vida com expectativas supridas. Mas, se você insiste em não se submeter a hábitos duvidosos, com pitadas recheadas de manipulações, então, bem vindo a infelicidade! Nessa terra você terá momentos maravilhosos, mas, saiba que é um grande desafio, pois, raramente irá encontrar alguém com quem possa compartilhar suas ideias. Deve estar ciente de que, o normal atualmente é NÃO SABER, então, esteja preparado para enfrentar o mundo de ponta cabeça.

Textos nada românticos
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quinta-feira, 25 de junho de 2020

CARISMA x ANTICARISMA

Textos nada românticos
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O carisma é algo admirador, eu acho incrível como as pessoas carismáticas possuem facilidade em se comunicar, sorrir, cumprimentar, trocar afetos e até construir amizades duradouras. Mas, como já sabemos que nada é cem por cento bom, então posso dizer que, o carisma por mais interessante que seja para manter relações pessoais e profissionais, se for utilizado de forma descontrolada, ele pode ser desfavorável para uma pessoa que busca ser vista com mais respeito. Já o ANTICARISMA obviamente vai contra o CARISMA, normalmente, as pessoas que possuem essa característica tendem a ser menos sorridente, sentir menos vontade de ser aceito por alguém, de buscar afeto, de falar o que as pessoas querem ouvir, de estar sempre na sombra de alguém buscando amparo. E antes que me entendam mal, trago apenas a reflexão para que possa escolher a melhor forma de se desenvolver no ambiente social.
De forma inconsciente, estamos propensos a buscar aceitação. Quando recebemos uma crítica, a reação da maior parte das pessoas é ficarem tristes e se sentirem inferiores, ainda mais, quando essa crítica vem de alguém em “posição superior”. Sem que nos demos conta, somos moldados para nos encaixar nos parâmetros da “normalidade”, ou seja, se quer se dar bem, você precisa ser aceito. O trajeto fica mais fácil com aqueles que tem carisma, é claro! Todo mundo gosta de pessoas sorridentes e prestativas, porém, raramente essas pessoas serão levadas a sério. Parece desalmado falar isso, mas, vamos pensar de forma racional! Quantas pessoas carismáticas e prestativas em excesso, você não vê fazendo papel de trouxa? (Todos nós já fizemos papel de trouxa) Essas pessoas são inteligentes, e sua forma carismática de ser não ameniza seu potencial intelectual, mas, a maneira como ela é vista acaba prejudicando-a de forma que, a sua maior qualidade seja o carisma e não o seu potencial intelectual, acabando por sua seriedade ficar em segundo plano. Vale ressaltar que o ANTICARISMA não envolve grosseria, mas sim, honestidade. Ao contrário do CARISMA que, não raras vezes, as pessoas falam muitas coisas somente para fazer o outro sorrir, pisoteando a honestidade consigo mesmo e colocando em primeiro lugar agradar o outro. É importante saber que, o carisma dosado é muito útil, pois, quando você trata alguém que conheceu recentemente de modo íntimo fazendo-o se sentir confortável em estar ao seu lado, fica mais fácil conduzi-la para suas vontades. Então, não seja uma pessoa idiota, grosseira e que ache que todos devem aceitar o seu jeito de ser! PARE! Não seja um adolescente rebelde abestalhado. Estou clareando para você algo que não irá ouvir no dia a dia. A vista disso, se quer ser respeitado no âmbito social, seja honesto consigo mesmo. Faça as pessoas te valorizarem além de suas prestatividades, não deixe que seu lado carismático corrompa as demais qualidades. Não participe de fofocas apenas para parecer legal. Saiba discernir os momentos certos para ser carismático. Avaliem para quem deve sorrir. Não gaste suas energias simplesmente para ser querido por todo mundo. Você nunca será querido por todos, e se for, nunca será levado a sério. O CARISMA é uma arma fortíssima, mas, como eu disse, se quer ser visto com seriedade, deverá estar atento quanto ao momento em que irá fazer uso dessa arma, caso exceda ou utilize-a em momentos inoportunos você destruirá sua imagem gradativamente, e para recuperar o respeito é muito mais difícil, pois, todo mundo prefere os demasiadamente prestativos do que os honestos. Por último, não fale demais, habitue-se a dizer apenas o que lhe é conveniente. E para concluir, eu não poderia deixar de citar o filósofo alemão Arthur Schopenhauer que diz em um dos seus ensinamentos: “Faça que lhe vejam como sensato, em vez de intrometido(...)”

segunda-feira, 22 de junho de 2020

(DES)MOTIVAÇÃO

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Nós buscamos por motivação e encontramos basicamente o que queremos, normalmente, em alguma plataforma digital, o que é mais comum, porque além de buscarmos motivação também preferimos ver um vídeo de cinco minutos do que ler um livro de cem páginas. A motivação que procuramos consiste em afirmações, buscamos ouvir o que queremos, e por isso existem diversos meios digitais recheados de conteúdos práticos para acessarmos a qualquer momento. Buscamos ânimo instantâneo, como se fosse uma pílula mágica! Não estamos dispostos a entender primeiramente o porquê estamos desmotivados(as) e por isso que, por exemplo, após desligarmos o vídeo que nos passou tanta energia, retornamos a estaca zero no dia seguinte, ou nos minutos seguintes. Então, vamos entender um pouquinho sobre isso. 
Primeiramente, para construir um prédio é necessário que o alicerce esteja muito bem arquitetado, certo? Tudo que queremos construir de forma segura devemos ter uma minuciosa cautela ao desenvolver a base, então, quando optamos por uma dose rápida de motivação, estamos na verdade pulando etapas importantíssimas e por isso tudo se desmorona rapidamente.
Muitas pessoas buscam motivação para fazerem coisas que detestam, isso é cruel! Se você não for essa pessoa, com certeza deve conhecer alguma. Infelizmente, vivemos em um momento de muita ansiedade e depressão, as pessoas estão sobrevivendo amparadas a “doses mágicas” de motivação, quando na verdade, estão destruídas por dentro, sem um estímulo real de vida, sem vontade de viver!É triste... mas, elas simplesmente fazem o que tem que ser feito. Quando estamos desanimados raramente vamos refletir a origem disso, afinal, é comum né? Todo mundo está meio perdido mesmo!
Quando uma pessoa está desanimada, pode ser que ela busque ouvir “Você é forte, vai conseguir” e se sinta confortável com isso, mas, nem todos vão buscar a mesma coisa, algumas pessoas buscam além. Mas, é difícil enxergar, pois, parece tudo a mesma coisa, os desânimos são iguais, todos andam buscando por um pouquinho de estímulo. Os desânimos se misturam, e não sabemos mais quais são os que buscam por um vídeo de musculação para sentir vontade de ir treinar, ou os que buscam ajuda e pedem socorro com sorriso no rosto. A verdade é que, não sabemos mais discernir o que nos move, e quando menos esperamos somos consumidos pelo desânimo que, não raras vezes, torna-se contínuo. Sem me alongar muito, gostaria apenas de alertá-los quanto ao perigo de não prestarmos atenção as nossas próprias peculiaridades e muito menos as necessidades alheias. Caros leitores, estamos todos machucados de alguma forma. Se quer construir sua base fortificada, então, preste mais atenção no que te dá vontade de viver. Não busque motivação instantânea quando na verdade você precisa conhecer a si mesmo. Não seja movido pelo medo, seja movido pelo desejo. Não busque choque de frases motivacionais, busque orientação profissional. Você alcançará seus objetivos quando deixar de buscar apenas o que quer ouvir e entender de uma vez por todas que, não se trata a dor como preguiça, seu desanimo te mostra que sua mente está exausta. Observe seus detalhes. Não busque por migalhas, se quiser evoluir de verdade, busque autoconhecimento. A vida é uma loucura mesmo! Se agirmos como se nada tivesse acontecendo, não vamos estar vivendo.

sábado, 20 de junho de 2020

A ERA DESGRAÇADAMENTE DIGITAL

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"Homo sapiens", termo que deriva do latim "homem sábio" ou "homem que sabe" nome dado à espécie a qual nós pertencemos, seres humanos! E uma de nossas principais características é ter um cérebro altamente desenvolvido, com capacidade de pensar e raciocinar. Mas, muito me parece que, na medida em que as tecnologias progridem os cérebros regridem. A humanidade no geral, trocou o verbo SER pelo TER, e essa transformação ocorreu de forma rápida e prática que não tivemos, e não temos ideia do que podemos ter perdido ou estar perdendo. Sejamos honestos, estamos fazendo bom uso das nossas características? Porque ao que se mostra evidente atualmente é que, a maioria não entende nem o porquê possui capacidade de pensar. Somos munidos de muitas informações, o tempo todo, via TV, rádio, celular, entre outros, mas, pouco refletimos sobre tudo isso. Estamos em processo crescente de informações e maneiras de acessá-las, e cada dia que passa, fica tudo muito mais fácil e prático, e é muito bem-vindo tudo isso, afinal, buscamos... buscamos... O que nós buscamos? Praticidade? talvez? Sim, pode ser, mas temos que ter consciência do porquê buscamos uma prática evolução que nos faz sermos cada dia mais uma máquina que entra e sai informações impensadas e que na proporção em que ocorre a evolução tecnológica de um lado, a outra parte ultrapassada, obviamente, está estagnada. Estamos nos esquecendo que não somos feitos para agirmos roboticamente, estamos perdendo nossas características na medida em que nós deixamos nos levar pelo TER, queremos mais, cada dia mais, e nem sabemos o real motivo de tanta necessidade.

Não vou ser hipócrita, estamos no mesmo barco (furado, mas estamos)!
Por exemplo... As redes sociais, elas funcionam como “excelentes” válvulas de escape, elas suprem todos os momentos vagos, tipo aqueles em que estamos no horário de almoço no serviço, ou em uma sala de espera dentro de um consultório, ou até no caminho ao trabalho, e principalmente quando queremos nos livrar de uma pessoa inconveniente na rua e fingimos que estamos vidrados nos noticiários dentro da tela no celular, pois é! Poder acessar as redes sociais significa basicamente sossego, e automaticamente é associado como algo que não somos obrigados a fazer e por isso torna-se tão prazeroso, e sinto dizer, mas o problema mora aí. Os momentos vagos que surgem para nos fazer parar e respirar, insistimos em ocupá-lo com informações desnecessárias, afinal, o que de tão indispensável tem no “facebook”, “instagram”, “snap”, “whatsapp” e centenas de outros apps que não conheço, que substitua o agora por exemplo. Me diz... Como está a sua respiração? Rápida, lenta ou curta? Como está a posição dos seus pés? Seu maxilar está relaxado? Você está sentindo calor ou frio? Como é o ambiente em que você está? Tem alguém ao seu lado? Qual o seu sentimento nesse momento? Está calmo? Se sente triste? Com raiva? Como você está? Pare e reflita sobre esses pontos...


Agora sim! Seu pensamento está onde deve estar.

Querido(a) leitor(a), estamos em meio ao caos da era desgraçadamente digital e se nos deixarmos ir conforme a mídia insiste, iremos perder o SER. Não substitua seus minutos ou horas vagas com informações fúteis. Não há pecado em ter redes sociais, mas há pecado em não saber dosar elas em sua vida, não há problema em comprar um iphone última geração, mas há problema em comprar para pagar em 12x. Busque analisar suas reais necessidades antes de deixar a era desgraçadamente digital te fazer de fantoche. E lembre-se, estamos no mesmo barco, mas estou te convidando a sair dele junto comigo.

sexta-feira, 19 de junho de 2020

TUDO É QUESTIONÁVEL?

Há certos momentos em que nos deparamos com certezas aparentemente indiscutíveis, com acontecimentos inevitavelmente fatais, discussões com argumentações impecavelmente inquestionáveis, e por vezes, quando passamos por essas situações estamos intencionados a fazer o mais fácil no momento, visto que diante de situações que, ao que tudo indica imutáveis, o mais sensato é respirar fundo e consentir. Mas por quê? O que eu ganho em consentir? Paz? E se em algum momento que eu consenti eu não concordei, mas só queria que acabasse? Isso não é paz. E se em momentos difíceis eu me enfraqueço? E se meu consentir seja medo? E se em alguns desses momentos que já se passaram eu tivesse questionado? Eu teria coragem de questionar o inquestionável? Eu seria capaz de fazer o que, talvez, ninguém ousou fazer? Mas, como iria saber? Será que o questionamento é melhor do que o silêncio?
O silêncio é precioso, é um grande amigo dos sábios que reconhecem que em alguns momentos da vida silenciar-se significa obter saúde mental, e de fato, significa. Mas o perigo do silêncio está em quando você acha que não tem capacidade de questionar e não porque naquele momento é babaquice manifestar-se. Então, diante disso, por que prefere optar pelo silêncio? Quando na verdade o seu protesto seria o mais correto? O mundo está cheio de consentidos, passivos e mansos, e se em momentos de pressão você se habituar a consentir, jamais conseguirá vislumbrar a imensidão que existe por trás de tantas certezas fajutas.
O questionamento nos remete sempre a dúvida, e vale citar aqui Aristóteles que dizia “A dúvida é o princípio da sabedoria”. O que seria de nossas vidas se não tivessem existido alguns destemidos questionadores e curiosos... Imagina? Que loucura! Talvez, ainda moraríamos numa caverna e nossas leis seriam as da selva, igual a de qualquer animal irracional. Mas não somos seres irracionais, somos seres racionais e em constante evolução, aprendemos dia após dia, somos capazes de nos moldar as mais diversas situações, temos habilidades que nem imaginamos porque ainda não nos questionamos sobre a nossa real capacidade, talvez, por medo? Insegurança? Comodidade? Vergonha? Não sei! Mas, a única certeza que tenho é que, independente do que façamos as pessoas vão julgar, dito isso, nada mais justo do que sermos quem somos. E se NÃO somos apenas toleradores, passivos e menos apontados, então que sejamos questionadores, ativos e mais observados.
Para esse fim, quero deixar claro que não estou dizendo para sair questionando ou discordando de tudo o que for contra suas convicções e impor suas verdades goela abaixo das pessoas, não faça isso! Estou te propondo a expandir sua mente, de modo que saia do habitual e lapide suas armas internas, encare as dificuldades com um olhar mais crítico e não com um olhar vencido, seja um questionador sem julgamentos, se desvencilhe da comodidade do consentimento, se questione o tempo todo! E aos poucos vai ver que a arte não mora nas certezas, e sim nas dúvidas.